O sepultamento de Kauan Santos Alves, de 16 anos, foi marcado por muita emoção e tristeza nesta terça-feira (11), em Ilhéus. Familiares, amigos e pessoas que fizeram parte de sua trajetória se reuniram para dar o último adeus ao jovem, morto após ser baleado na segunda-feira (10).
Kauan era conhecido na comunidade e, antes de se aproximar da criminalidade, deixou boas lembranças por onde passou. No comércio e entre pessoas que conviviam com ele, era lembrado pelo jeito espontâneo e pela forma carinhosa como tratava quem estava ao seu redor.
No universo do skate, também chegou a construir uma breve trajetória. Entre amigos e praticantes do esporte, era visto como um garoto com potencial e que poderia seguir outros caminhos. Foi nesse período que ganhou um apelido que ficou marcado entre aqueles que o conheciam: “O menino da paçoca”.
Mas a história de Kauan também foi atravessada por escolhas e caminhos que acabaram mudando sua trajetória. Segundo informações repassadas à reportagem, o adolescente teria se aproximado da criminalidade, realidade que passou a fazer parte de sua vida e que terminou de forma trágica e precoce.
A despedida desta terça-feira deixa familiares e amigos diante de uma dor difícil de explicar. Aos 16 anos, Kauan tinha uma vida inteira pela frente, mas sua história terminou antes que pudesse escrever novos capítulos.
Ficam as lembranças do menino do comércio, do jovem que andava de skate e do “menino da paçoca”. Ficam também a saudade e a reflexão sobre quantos caminhos podem se perder quando um adolescente se aproxima de uma realidade que pode cobrar um preço alto demais.
A morte de Kauan deixa uma comunidade enlutada e uma história que, apesar do fim trágico, também carrega lembranças de momentos em que ele foi simplesmente um garoto querido por aqueles que cruzaram seu caminho.

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